Tempo ao tempo

“Youll never see the courage I know

Its colors richness wont appear within your view

Ill never glow - the way that you glow

Your presence dominates the judgements made on you

  

Domingo 16h eu havia acabado de assistir um filme, que vou comentar só na semana que vem, então fui fazer uma ligação.

Fazia muito tempo que eu não andava pelas ruas do meu bairro sem correr, sem me preocupar. Enfim devagar.

Tudo é tão bizarro, pois o jornalismo nos tira essa habilidade de apreciar as coisas com calma e perceber os detalhes. Bem, isso não é só com os jornalistas, mas mata o dia da grande maioria, pois é a maneira que temos para viver.

São milhões de pessoas trabalhando freneticamente agora, para não ter que trabalhar depois. Mas isso vale a pena?

O trabalho, para grande parcela do mundo, é a pior coisa que pode existir, mesmo que o lugar onde ele é desempenhado seja bom, com pessoas legais, sempre estamos cansados e necessitando de mais tempo. Mas voltando ao que interessa, (pra mim) olhei para as ruas e vi algumas pessoas aprendendo a dirigir, outros passeando com o cachorro, crianças jogando bola. Então diminui ainda mais o passo e olhei com mais calma e cautela as coisas. O mais louco de tudo foi que constatei que existem ruas e pessoas que vivem perto da minha casa que eu jamais tinha visto, isso sem dúvida é uma coisa estranha.

Depois disso pensei comigo:
- Vou tentar andar mais devagar e prestar mais atenção nas pessoas.

Porém isso durou só o domingo.

E o pior de tudo é que eu já falei isso pra mim diversas vezes, mas nunca consegui cumprir. E você? Mas não custa nada tentar, ao menos já percebi que existem coisas “erradas” e esse é o primeiro passo. Vou tentar fazer menos coisas e aproveita-las mais, que se dane o tempo. Será o pacto pela utilização consciente dos meus dias. Esses dias eu vi que na Austrália existe um movimento que busca fazer com que as pessoas trabalhem menos e vivam mais. Se as pessoas trabalhassem menos e conseguissem viver com menos, todo mundo teria emprego e todo mundo teria tempo para se divertir, pois as coisas custariam menos. Domingo, as vezes, faz pensar. Faça você mesmo o seu tempo.

 

Uma coisa importantíssima, essa semana saiu o novo CD do Audioslave “Revelations”. Já ouvi, claro, e recomendo a todos. Na próxima semana eu tento colocá-lo aqui.

 

Duas frases da semana uma fui eu quem fez e nem sei já usei, mas vai ela.

“Desilusão. Palavra composta por ilusão, mas sem ela.

Nos melhores momentos nós descobrimos as piores histórias”.

 

A segunda foi escrita pelo doutor em filosofia pela Universidade de Freiburg i.B. (Alemanha), Charles Feitosa, no ensaio “A arte de esquecer”. Nesse texto ele comenta os benefícios de esquecer e os malefícios de lembrar. Muito bom.

“A memória pode até ajudar a conservar a vida, mas só o esquecimento pode contribuir para a sua regeneração”.

Veiculado na revista Bravo! Ed.nº105 maio 2006.

 

Youll never touch - these things that I hold

The skin of my emotions lies beneath my own

Youll never feel the heat of this soul

My fever burns me deeper than Ive ever shown - to you”

 

Epigrafe de hoje, “Never is a Promisse”, da magistral Fiona Apple em seu primeiro CD Tidal. Vou procurar disponibilizar aqui. A voz dela é algo maravilhoso e emocionante. Nessa música ela usa uns falsetes e mostra o início da sua criatividade musical. Recomendo.

Na última semana me esbaldei de tanto assistir filmes. Foi proveitoso. Espero que gostem.

Agradeço a minha super amiga Adeline que me “indicou” os filmes

 

1º Uma Mente Brilhante – A Beautiful Mind/2001.

Filme muito bom e tocante. Esse filme mostra porque Russel Crowe é ator. A interpretação dele é realmente muito boa e convincente. A história é baseada na biografia do professor John Nash, ganhador do prêmio Nobel de 1998, por ter realizado uma nova teoria econômica que no seu tempo e universidade.

As imagens do filme são muito boas o diretor, Ron Howard, leva o filme com sutileza e destreza sem perder o foco da história. Ainda tem como atores quadjuvantes Paul Bettany(o albino do Código Da Vinci) e Jennifer Connelly com atuações de destaque. O Paul é um ator no qual eu presto atenção desde Coração de Cavaleiro com Heath Leadger, e gosto muito dos trabalhos dele no cinema.

Um tema que fica muito claro durante o filme é a esquizofrenia e como isso muda a vida das pessoas sem que elas percebam, e o espectador é convidado a participar disso, já que em certo momento do filme você já não sabe mais o que é real e o que é imaginação.

Tem uma ótima dose de emoção e isso se torna mais latente, pois é baseado em uma história real. Recomendo.

 

2º Uma Lição de Amor - I am Sam/2001.

Chorei igual criança. Isso vai acabar virando clichê, hehe. Chorava a cada música que tocava. E quem me conhece sabe que eu não gosto dos beatles, mas já falo sobre isso.

Filme com outro ator que eu admiro muito, Sean Pen, que mostra mais uma de suas facetas. Uma interpretação maravilhosa, quem já o assistiu interpretando, caras durões (como em Sobre Meninos e Lobos), não acredita que ele tenha conseguido ficar tão bem no papel de uma pessoas com deficiência mental.

Ele se passa realmente por alguém com problemas e é muito convincente. Tem ainda a meninha, Dakota Faning, a mesma de Guerra dos Mundos, que mesmo novinha, consegue passar uma carga emocional muito forte e sem dúvida é uma das promessas de Hollywood. Mas vamos à história. Um homem, com idade mental de sete anos, é deixado com uma filha para criar. Ele se vira até a menina completar sete anos e a partir de alguns acontecimentos a justiça americana começa a se preocupar. Será que ele conseguirá dar suporte a ela após ela ter mais idade que ele? Prestem atenção na textura das imagens com tons frios, azul principalmente. As cores ficam quentes só quando é dado um close no quadro que a menina está pintando no decorrer do filme. A edição com diversos ângulos, é magistral. É um ponto a mais para o filme. A trilha sonora, eu não gosto dos Beatles, mas a trilha desse filme é feita por outras pessoas como Bem Harper, Pearl Jam, Nick Cave entre outros. Todos cantando versões dos Beatles que realmente é muito melhor. Recomendo até o talo. Para quem se interessou, a trilha está a venda na Planeta Música no shopping Central Park.

 

3º A vida de David Gale – The Life of David Gale/2003.

Tá aí mais um filme com outro ator que eu admiro muito, Kevin Spacey. Ele interpreta o professor David Gale que tem um problema com uma aluna e depois disso sua vida muda. O cara era um bom professor e conceituado, mas tudo se transforma depois de um episódio em uma festa de um amigo. Nessa parte do filme eu pensei:

“Uma mulher bonita pode realmente foder com a vida de um cara”, hehe, mas depois tudo se explica.

A história gira em torno de uma jornalista, Kate Winslet (a meninha do Titanic), que vai realizar as três últimas entrevistas do professor para contar a sua história, já que ele está condenado à morte, julgado por estupro e assassinato. O filme tem uma surpresa no final, eu descobri antes, mas mesmo assim é muito bom. Boas atrações e mostra uma faceta diferente dos EUA em relação a pena de morte. O diretor do filme, Alan Parker, é muito bom e já bem conceituado no mundo dos grandes filmes, junto ao Gore Verbinski, que assina a trilogia Piratas do Caribe. Uma curiosidade sobre a película é que foi produzida por Nicholas Cage, e antes disso ele e o George Clooney foram convidados para viver o papel, mas não aceitaram. Eu acredito que se eles tivessem aceitado o papel não teria a mesma graça. Coisa grande feito por gente grande.

 

   

Foi realmente um feriado muito bom. Espero que gostem dos filmes como eu gostei e comentem. Na semana que vem vamos falar de música e filmes na critica, provavelmente o Click com Adam Sandler.  Abraços.

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